“Há Lugares Mais Escuros que a Luz: Ode à Esperança e Alegria” apresenta Vasco Célio numa retrospectiva íntima e profunda do seu trabalho

No interior da Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé, há um percurso que se inicia na luz, mergulha na escuridão e regressa. “Há Lugares Mais Escuros que a Luz: Ode à Esperança e Alegria”, a nova exposição de Vasco Célio, patente entre 27 de março e 9 de maio de 2026, propõe uma experiência que é simultaneamente visual e introspectiva, construída a partir de imagens que se cruzam, sobrepõem e abrem em múltiplas camadas de sentido.

Estivemos com o fotógrafo e artista visual Vasco Célio, que durante cerca de uma hora, nos apresentou o seu mais recente trabalho, a exposição “Há Lugares Mais Escuros que a Luz: Ode à Esperança e Alegria”, com espaço para uma entrevista informal no pós-visita guiada.

Quando o convite para esta exposição surgiu, o diretor das galerias João Serrão, apresentou-me esta ideia de fazer uma retrospectiva, e numa primeira instância fiquei em dúvida. Não achei que tivesse na altura, ou que o meu trabalho já tivesse a maturidade e a longevidade necessária para algo assim.” explica o fotógrafo enquanto nos conduz pelo espaço introdutório da exposição.

Mas a ideia ficou e transformou-se. Não numa retrospectiva da obra, mas numa espécie de revisão interior ao longo dos anos, que, através de imagens selecionadas a partir de 2008, contam uma história não linear para construir uma cartografia emocional, onde o tempo se dissolve e dá lugar à experiência e às metáforas da vida. O caráter íntimo e pessoal da exposição afirmou-se e com ele Vasco assumiu o duplo papel de autor e curador. 

Em poucos minutos de conversa rapidamente percebemos que a exposição vai muito para lá do olhar. Trata-se de um ensaio autobiográfico em retrospectiva. Um corpo de trabalho que se afasta do olhar só por olhar, para se aproximar de um território mais íntimo, onde a fotografia se torna ferramenta de reflexão sobre a própria experiência de existir.

Eu gosto muito de trabalhar logo os títulos ao início, porque os títulos também nos ajudam a criar motes para o trabalho. Ao perguntar-me o que é que teria obrigatoriamente de fazer parte da exposição pensei logo na fotografia enquanto fotografia e não como apenas como um adereço, mas como algo sem limites à criação. E a verdade é que a fotografia só existe onde existe luz, mesmo na escuridão, normalmente, há alguma luz. A luz enquanto possibilidade de criadora de uma imagem, a luz também enquanto guia, a luz enquanto simbolismo de inspiração ou esperança que nós temos nas pessoas…” explica-nos Vasco. “É daqui que partem as metáforas para o título e para as analogias com conceitos religiosos que aparecem ao longo de toda a exposição.” complementa.

Uma das imagens que marca este início é a fotografia da Elevação. “Já foi vista em vários contextos do meu trabalho e agora tirei coloquei aqui. E aqui é o início. É a elevação (na imagem, um padre é carregado pelos populares) enquanto aquele momento em que tu encontras alguma coisa que te deixa sentir maior do que aquilo que és.” As alegorias religiosas são uma constante nesta exposição e a fotografia que a abre já o deixa prever, mas Vasco explica a intencionalidade por trás desta linha condutora. “Independentemente das nossas crenças, a religião tem um papel muito importante na nossa sociedade, a religião católica, no nosso caso. Nós não somos um país religioso, mas somos um país tradicionalmente religioso.

E da luz passamos para a segunda sala, “Por Vezes, o Escuro. O ambiente altera-se de forma abrupta. A iluminação baixa obriga o olhar a aproximar-se, a ajustar-se, a procurar. As fotografias, densas, fechadas, recusam o céu, sem um horizonte visível. Apenas vegetação e camadas sobrepostas que constroem uma sensação de bloqueio. “Queria fotografar zonas densas de mata, mas que de maneira nenhuma mostrassem céu. Queria sentir esta ideia de bloqueio, como se houvesse algo para lá do que se vê, mas que não se consegue alcançar sem passar desta fotografia.” explica.

Mas, por vezes no escuro, as imagens não são exatamente reais. “Quando saí das primeiras sessões que fiz deste trabalho, comecei a olhar e a ficar um bocadinho decepcionado. Não se via céu, é verdade, mas não passavam esta sensação que queria.” confensa.  “Para isso acontecer, tive de juntar diversas imagens, quase como que a pintar o cenário exato que eu queria. Comecei numa imagem que eu gostava mais ou que eu achava que estava quase lá e comecei a acrescentar outras imagens. Então cada uma destas fotografias é um conjunto de dezenas de fotografias.” complementa falando-nos do seu processo técnico. O resultado é uma espécie de tensão silenciosa, um convite à permanência, mas também ao desconforto que nos impulsiona a procurar alcançar algo intangível, nem que seja apenas para perceber o que está para lá da visão.  

A terceira sala, o “Purgatório”, abre o espaço e muda o ritmo. Aqui, a exposição torna-se declaradamente autobiográfica. É o núcleo mais vasto e mais fragmentado, onde imagens se organizam em pequenas constelações que se relacionam entre si, momentos que se ligam e que queriam pequenas narrativas dentro da narrativa grande da vida. A natureza e a forma como lhe roubamos espaço, a natureza a reconquistar o que é seu, os objectos que se partem, as manifestações religiosas, momentos de férias, praias urbanas, as festas, os concertos, a geometria do dia-a-dia, o banal do quotidiano… E por trás desta banalidade, desta normalidade, o existir de um mais profundo forçar ao pensamento político, às questões religiosas e à atualidade sócio-econômica.

É neste espaço que o fotógrafo assume de forma mais direta a dimensão existencial do projeto. “Isto é o purgatório. É o nosso tempo no mundo, o momento em que as almas se decidem. O purgatório, visto como os momentos da vida das pessoas.”, afirma apresentando-nos o coração da exposição. “Estamos sempre, nesta consciência constante do que é correto e do que não é, sabendo que o que para nós não é correto, para outras culturas é correto. Um lugar intermédio, onde se vive em permanente negociação.” explica, acrescentando ainda “Achei que devia assumir a minha vida como um purgatório. A vida toda é um purgatório.

As imagens não procuram uma narrativa única. Pelo contrário, sugerem múltiplas leituras. Há nelas uma aparente espontaneidade, mas também uma construção subtil. Entre o gesto captado e o gesto imaginado, instala-se um jogo de ambiguidade que desafia o olhar. “Gosto desta falsa encenação. Normalmente compõe-se um cenário bem pensado para parecer orgânico e espontâneo, eu faço o oposto hoje em dia. Nada é encenado, mas gosto de criar esta ideia de que as coisas parecem que são. É quase um jogo de intenção e casualidade.” Ao longo deste percurso, a fotografia revela-se menos como documento e mais como linguagem. Um meio que, mesmo quando mostra, oculta. Que, mesmo quando parece direto, é sempre atravessado por intenção.

E depois vêm a “Queda” e a última sala, introduz um novo silêncio. Três imagens estabelecem uma relação direta com a natureza e com o tempo. Há água, reflexos e matéria em suspensão. “Quando cai, tu sentes, mas não permanece”, descreve o fotógrafo. Resta uma sensação que navega numa ambiguidade de contínua passagem, de algo que esteve, que já não está mas que de alguma forma é inevitável de continuar a acontecer.

“Começamos na luz, passamos pela escuridão, pelo purgatório, pela vida, pelas memórias, pelas relações humanas, pela natureza, pela construção e destruição” explica Vasco, sobre o ciclo da exposição. “Acabamos numa coisa que é permanente, que é quase indiferente à nossa existência… E isso apesar de ter um lado um bocadinho desconfortável é ao mesmo tempo tranquilo.” complementa. “Nem tudo têm de ter um grande significado. Às vezes as coisas só existem.” diz Vasco Célio. E talvez essa seja a ideia que persistente depois de ver a exposição: a luz, a esperança e a vida, simplesmente a existir. 

Entrevista a Vasco Célio a propósito da exposição: “Há Lugares Mais Escuros que a Luz: Ode à Esperança e Alegria”

Vasco, como é que a fotografia entrou na tua vida? 

A fotografia entrou de uma forma muito natural, com 13, 14 anos, lembro-me de fotografar os meus amigos e eu era aquele que estava sempre disposto a ficar do lado de cá da câmara. 

Mais tarde, no liceu, fui fazer um curso na altura chamado Jornalismo e Turismo e quis logo entrar no clube de fotografia da escola. Lembro-me que havia um professor que não me tinha em muita conta, porque eu era um bocado rebelde e não estudava muito, mas houve um concurso de fotografia, e eu naturalmente concorri e acabei a ganhar os prémios todos. Também não havia muita gente a concorrer, 4 ou 5 alunos! Recordo-me de que quando este professor veio dar-me o prémio, ficou muito surpreso, acho que se tinha apercebido que era eu, e a partir daí, houve uma mudança da nossa dinâmica. Acho que em parte começou mesmo aí. Foi uma daquelas situações em que tu sentes que há alguma coisa que fazes bem, alguma coisa que as pessoas veem.

Acabei a escola e começei logo a trabalhar em fotografia, depois comecei a trabalhar com jornais e revistas, ainda nos anos 90. Com 21 anos já era fotojornalista. Depois, a partir de 1995, decidi que tinha que abraçar a fotografia assumidamente. Hoje gosto de trabalhar em estúdio, mas não é constantemente. Se estivesse a estar num estúdio todos os dias, acabava maluco.

As pessoas mudam muito de profissões, mas eu nunca tive outra profissão na vida. 

Sentes que a fotografia te deu um olhar diferente sobre o mundo? 

Às vezes é doloroso, outras vezes mais satisfatório e mais alegre. A fotografia permite-nos refletir sobre o mundo de uma forma muito mais objetiva.

No meu caso, enquanto fotógrafo, porque eu venho da fotografia documental, do fotojornalismo e da fotografia documental, permitiu-me sentir de uma forma muito intensa.

Passei por momentos em que como fotógrafo, vi coisas que se calhar uma parte das pessoas não vê e como fotógrafo, tens de olhar para elas quase como um certo abstracionismo para conseguires fotografar. Não dá para desviar o olhar. Algumas situações são muito intensas… 

Hoje em dia trabalho entre este lado documental, que eu gosto imenso de fazer, e um sentido muito pessoal, um lado de criação a partir da realidade. Esta exposição é um reflexo disso.

Quando olhas para as tuas primeiras fotografias e para as fotografias que fazes agora, sentes que houve uma ruptura na forma como fotográfas ou foi apenas uma evolução? 

Nesta parte do meu trabalho artístico há uma evolução. Todos evoluem e, se não evoluírem, não vale a pena continuar a trabalhar. Isso é muito pragmático e objetivo.

É interessante que logo a partir dos meus primeiros anos de trabalho, sempre fui muito intenso a trabalhar. Tenho o meu trabalho comercial, seja através do fotojornalismo, seja agora através de produções e trabalhos mais corporativos, e depois tenho este outro trabalho. Todas estas referências estão lá e são evidentes, mas não deixo que uma coisa interfira na outra.

E os trabalhos comerciais, não faço por obrigação, gosto de criar, gosto de organizar coisas e gosto de ter equipas de trabalho comigo. Mas depois há estes trabalhos que são muito solitários…

Hoje em dia trabalha-se muito com curadores, alguém que te ajuda no processo de escolher imagens, e particularmente aqui, eu não quis isso. Quis que este trabalho fosse mesmo solitário, até porque têm este lado muito pessoal, esta componente das fotografias mais íntimas, que eu quero olhar sozinho. Foi mesmo uma opção minha.

A Ana Soares, que fez  a folha de sala, esteve comigo uma hora e tal a conversar, a ver as imagens antes de vir para aqui e eu expliquei-lhe porque é que estava a fazer esta exposição. Houve essa partilha, mas não houve propriamente uma discussão de trabalho.

Então há este lado: não me importa trabalhar com muita gente, mas tens de escolher os momentos em que queres trabalhar em equipa, partilhar ideias e aceitar que as ideias dos outros podem ser uma mais-valia para o teu trabalho ou não. E depois há aqueles momentos em que não queres partilhar nada com ninguém, queres trabalhar sozinho até ao fim. 

O meu trabalho atual, vive muito nesta fronteira entre o documental e o subjetivo, entre o íntimo e o que se expõe.

Esta forma de encarar o teu trabalho é uma escolha consciente ou é simplesmente a forma como te relacionas com o mundo e com a fotografia? 

Tem que ser consciente, tem que ser muito consciente sempre. No início, tu nunca estás totalmente consciente, mas, a dada altura, tens de perceber o que é que estás a fazer.

Lembro-me de uma conversa com um amigo fotógrafo à uns tempos em que falávamos justamente disso.. Hoje em dia queres ser fotógrafo, queres ser artista, vais para uma escola artística. Estás numa escola artística, passas lá um, dois, três anos e, de repente, no dia a dia, percebes que afinal aquilo não é o teu caminho. Até chegares a esse ponto, muitas vezes tudo é inconsciente. As pessoas vão fazendo coisas, com mais ou menos talento, mas vão construindo qualquer coisa sem perceber muito bem.

E depois há um momento em que tens de tornar isso consciente. Tens de refletir, tens de dar alguma intelectualidade ao que estás a fazer. Não precisa de ser forçado, mas tem que existir. Tens de conseguir dizer, ok, este é o meu caminho. 

No caso de um fotógrafo, tens de saber olhar para as imagens, perceber para onde vão, o que vais fazer a seguir, porque é que nasceram assim. Tens de descobrir isso. É quase como uma psicoterapia.

A fotografia documental traz sempre consigo esta verdade. Sentes que tentas expor essa verdade ou é simplesmente um relatar? 

Essa é uma pergunta muito interessante. Acho que nunca tinha pensado nesses termos. Acho que há coisas que tens de mostrar, é inevitável. 

Lembro-me de uma altura em que se falava muito de fotografar, os bombardeamentos de Israel sobre a Faixa de Gaza, sobre o Líbano, e o constante massacre que acontece sobre aquelas populações, e havia sempre a intenção, por parte de alguns fotojornalistas, de quando fotografavam situação destas, incluir elementos únicos que apelem ao sentimento. As crianças, uma boneca, um estojo… colocavam-nos naquele cenário, para dar mais dramatismo à fotografia. Não é que aquilo não fosse verdadeiro, mas era em parte uma narrativa não real. Isto era uma discussão muito complexa.

Os prémios de fotografia mais conhecidos, como o World Press Photo, deixaram de premiar esse tipo de imagens, porque começaram a perceber que os próprios fotógrafos, tendencialmente, faziam isso para dar uma carga mais dramática.

Recordo-me de um trabalho muito interessante feito por um jornalista em que tu vias uma manifestação, às câmaras de televisão estavam focadas em pessoas a queimar bandeiras, havia uma grande revolta. Mas depois subias a câmara e eram dez pessoas, e atrás não havia ninguém. À volta, a vida continuava normal, era tudo pacífico. Aquilo parecia um cenário de caos, mas não era, eram só dez pessoas. 

O contexto é o que está a acontecer. As fotografias às vezes têm este lado, que pode ser um bocado perigoso. A fotografia diz-te muita coisa, mas ao mesmo tempo não diz nada. Diz-te muita coisa porque tu, lhe atribuis um significado e sabes o contexto. Mas a fotografia em si não mostra tudo, mostra apenas um bocadinho.

E até que ponto é que isso é válido? Até que ponto é que isso é uma imagem que pode ser uma mais-valia em termos documentais? Não sei. 

No início falavamos como este trabalho acaba por ser diferente das tuas outras exposições. É muito mais pessoal e introspectivo. Isto veio de um convite, mas sentes que foi consciente o quereres passar este dado mais pessoal e mais introspectivo ou foi imposto por também quem te convidou para apresentar esta exposição? 

Foi uma escolha minha, até porque este convite partiu de uma retrospectiva do meu trabalho. 

Quando comecei a estruturar isto, pensei que não queria fazer a típica retrospectiva. Mas sim mostrar um olhar. Quis olhar para mim mesmo, quis olhar para o meu outro lado, o tal meu trabalho mais pessoal.

Obriguei-me a olhar para o meu arquivo, mas não quis ir à procura das outras exposições que fiz, dos livros que fiz, dos trabalhos que fiz com outros fotógrafos, dos projetos que fiz a nível pessoal. Não. Quis olhar para o meu diário.

Isto é o meu diário, o meu purgatório. O resto são criações. Na entrada é o momento em que eu estou a fotografar outros contextos mais documentais, efetivamente documentais. Daí passa-se até à fantasia, que é às vezes as duas salas da luz e da escuridão. E aqui, que é o purgatório, que é mais documental que isto é impossível, mas pessoal.

Muitas das imagens, à primeira vista parecem simples, cotidianas, no entanto existe uma intenção e uma história por trás delas. Sentes que para ti é mais importante esse primeiro impacto visual ou o deixar a pensar depois? 

Acho que são as duas coisas. Aqui no purgatório, existe esta obrigatória proximidade com as imagens, porque são pequenas, escolhi que fossem pequenas e fossem muitas, divididas em núcleos, para que as pessoas se aproximassem. E se por um lado algumas pessoas olham para aquelas fotografias das pessoas ao sol na cidade e pensam “ah, que giro”, há também alguma poesia em muitas delas. Há uma crispidez noutras, há amor noutras. Uma tentativa de aproximação numas, a tentativa de afastamento noutras, e outras que revelam ciclos, a terminar ou a começar. 

Há muita subjetividade nestas imagens e eu gosto disso. A subjetividade obriga-nos a  pensar e a criar relações. Há imagens aqui que são completamente subjetivas à primeira vista, e que fazem as pessoas pensar. É um fenômeno engraçado que na verdade, já aconteceu com outros trabalhos muito objetivos que fiz.

Lembro-me de um projeto que fiz com tochas, retratos em escala real de homens. Não sei se eles não se reviam na fotografia, porque já não estavam de gravata, com flores na mão, ou se tinham medo de serem reconhecidos, mas muitas vezes não se reconheciam naquelas fotografias.

A fotografia tem isto. O realismo tem isto. E está tudo bem. Quando propões a alguém visitar uma exposição tem que haver um espírito aberto à experiência. Claro que há turistas que passam, pessoas que olham rapidamente, e isso é bom, mas também há aqueles que olham e sentem alguma coisa, que se relacionam com aquilo que vêem.

Falando também do título, para ti, o que é uma imagem de esperança? 

Uma imagem de esperança... Eu sou um otimista de raiz, e a verdade é que há pessoas que são super pessimistas, que sentem tudo mal, que estão sempre à espera do pior, mas eu sou otimista. Estou sempre à espera de que as coisas boas aconteçam. Não estou na expectativa de me preparar para o pior, mas espero que aconteçam coisas boas.

Houve uma altura em que pensei em colocar algo explícito, mas depois pensei que o modo de representar a esperança é um género de imagem que não consta. É a falácia. É aquela que só existe porque se sente. 

E para terminarmos, o que é que é mais escuro que a luz e o que é que é mais luminoso que a escuridão? 

Essa é uma bela pergunta também… O que é que é mais escuro que a luz e o que é que é mais luminoso que a escuridão? Mais luminoso que a escuridão, eu acho que é o otimismo. Acabei de falar disso, acho que é o otimismo. É mesmo mais luminoso que a escuridão. Mais escuro do que a luz, espero que não haja nada… Existe sempre uma luz.

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